Essa tal new wave

Debbie Harry (Blondie)

Numa tarde qualquer da primavera de 1984, sem mais nem menos, as FMs brasileiras foram tomadas por “Legal Tender” dos B-52’s e “Beautiful World” do Devo. Pronto! A “niu uêive” tinha invadido o Brasil.

Considerando-se que o verdadeiro vigor criativo desse saco de gatos pode ser dado como morto em uma tarde qualquer entre 81 e 82, a tal new wave não só chegou bem atrasada como permaneceu até hoje distorcida, pesada, vista e avaliada como caricatura deste punhado de representantes: Devo, B-521s, a cara de Nina Hagen estampada em camisetas.

Este suplemento especial foi concebido, portanto, para jogar alguma luz sobre o assunto, suas origens, paralelos com o punk, e ramificações pós-punk.

Uma das revelações que podem parecer surpreendentes é a new wave não representar nenhuma ruptura. Foi muito mais a sobrevivência de um veio aberto pelos Stooges e pelo Velvet Underground, levada por bandas de Nova York como o Television e os New York Dolls, pouco após a dissolução dos grupos citados.

Depois que um tal de Malcolm MacLaren voltou a Londres, desistindo de empresariar os Dolls, o veio explodiu em vários selos independentes e o resto é uma longa história… que começa virando a página.

Este blog é uma reprodução da edição especial da revista Bizz, publicada em 1987: “New Wave – tudo o que você devia saber e não tinha a quem perguntar”. Eu não tenho os direitos autorais e estou reproduzindo apenas para efeitos culturais. Qualquer coisa me chama no meu perfil no Twitter.

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